|
VIOLANDO
FRONTEIRAS

João Araújo, diretor do grupo VIOLA URBANA, em
viagem a Recife (PE) para reunir-se com o
compadre Sérgio Andrade (Banda de Pau e Corda),
que gentilmente participou na faixa "Nordestinado"
para o Violando Fronteiras.
ENCARTE
O movimento
VIOLANDO FRONTEIRAS nasceu de uma necessidade
praticamente unânime entre os artistas independentes
brasileiros e de ter seus trabalhos divulgados pelo
país, uma vez que são poucas as rádios, televisões e
jornais comerciais que dão espaço a esse segmento
tão criativo e defensor da verdadeira cultura
musical brasileira.
Grupo Moxuara
(ES), Viola Quebrada (PR), Viola Urbana (MG) e
Violeiros Matutos (SP) são grupos que já há algum
tempo se simpatizavam, de encontros em apresentações
na mídia e pela Internet, onde havia sempre troca de
intenções em se fazer “alguma coisa juntos”.
Juntando os interesses, foi proposta a compilação
de um CD com três amostras de cada grupo, que
representasse a união desses trabalhos cuja
sonoridade e o compromisso com a cultura brasileira
se fazem similares, apesar das saudáveis diferenças
de regionalidades, diferenciais próprios e tempos de
carreira. Foi feito um encontro de representantes em
abril de 2007, de onde foi escolhida, por voto de
maioria, a marca “Violando Fronteiras”, e traçadas
várias atividades em conjunto, como a arrojada
empreitada de compor uma canção com a participação
de todos e gravá-la com características musicais que
os representassem, ao mesmo tempo individualmente
(nas estrofes) e em conjunto (no refrão). Essa
canção, verdadeira prova que de força de conjunto e
de violação das fronteiras das distâncias e
dificuldades, é a faixa-título do CD que foi lançado
em julho de 2007 no Palácio das Artes, em Belo
Horizonte (MG). Foi conseguido o apoio da Banda de
Pau e Corda (de Recife-PE), grupo de características
semelhantes e que completa 35 anos de carreira, e
que gentilmente cedeu uma faixa como participação
especial do CD Violando Fronteiras.
A partir do CD,
pretende-se que seja criado um projeto de
intercâmbio entre os grupos, com shows nos estados
envolvidos, a começar com o da Banda de Pau e Corda
em Belo Horizonte, em setembro de 2007 – após mais
de quinze anos sem se apresentar em Minas Gerais –
e, nos meses seguintes, dos outros três
participantes do Violando Fronteiras no projeto
“Violando Fronteiras Viola Urbana Recebe”.
Pretende-se ainda uma grande divulgação deste
Movimento pelos meios ligados à cultura e a busca de
apoios, iniciados pelo programa Sr. Brasil da TV
Cultura de São Paulo, que pela primeira vez recebeu
o grupo Viola Quebrada em junho de 2007 (os outros
três grupos já haviam participado do programa
anteriormente) dando ainda espaço para os
representantes do Violando Fronteiras, presentes à
gravação, testemunharem a criação do projeto e o
lançamento do CD. Rolando Boldrin ainda sugeriu, na
oportunidade, que o CD Violando Fronteiras fizesse
parte de seu selo “Vamos Tirar o Brasil da Gaveta”,
a ser lançado em sua nova gravadora, a Som Livre.
Os grupos
tentarão aprovar projetos pelas Leis de Incentivo à
Cultura vigentes, e o patrocínio das empresas para a
execução dos mesmos, além dos apoios diretos aos
shows de intercâmbio à confecção dos CDs.
|